quinta-feira, janeiro 29

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quarta-feira, janeiro 14

Ato contra a invasão israelense

"Desde 27 de dezembro, o Estado de Israel realiza de forma covarde um impiedoso massacre da população palestina da Faixa de Gaza. A agressãomilitar começou com pesados bombardeios seguidos por uma ocupação por terraque já mataram mais de 800 palestinos e deixaram mais de 3000 feridos, incluindo grande número de crianças, mulheres e idosos."

Está acontecendo hoje, desde às 16h, na Praça do Ferreira, o Ato Contra a Invasão Israelense. Clique aqui para ler o panfleto do ato e a posição dos anticapitalistas diante da invasão.

Dicas de Leitura


A Estrada
Jack London





Diários da crise... de 1893.
Por Rodrigo Turrer
Época - 22 de dezembro de 2008

"Em 1893, os Estados Unidos começavam a enfrentar a maior crise financeira de sua história até então. A depressão econômica foi causada pela expansão desordenada das ferrovias pelo território americano. A bolha ferroviária descarrilou 15 mil empresas, 500 bancos e 18% da força de trabalho. Nesse cenário, o jovem Jack London decidiu cair na estrada para fugir do inferno em que a América mergulhara"...[leia mais]

Estantes rodoviárias.
Por Rosane Pavam
Site Carta Capital - 26 de dezembro de 2008

"Todos os livros de Jack London me serviram. Saiu A Estrada (editora Boitempo), leia sem errar. Jack London tinha a fissura da palavra e do manifesto. E às vezes entrava tão firme na sintonia de sua aventura que ela se assemelhava a um mergulho em camadas profundas. Há poucos livros tão essenciais quanto Martin Eden, O Lobo do Mar e, principalmente, Antes de Adão. Qualquer coisa de Jack London irá lhe servir, porque sua América é quase o nosso deserto interior, onde fuçamos a mina e encontramos, se damos sorte, uma pepita de valor relativo"...[leia mais]

A Estrada.
Por Cláudia Fonseca
Almanaque Virtual - 12 de janeiro de 2009

"Um jovem rapaz decide se aventurar pela estrada e descobrir sozinho as diferentes experiências que a vida pode proporcionar a quem se arrisca em vagar pelo mundo, sem rumo e sem dinheiro. A narrativa, por si só, já renderia um belo romance. Mas se torna ainda mais interessante por se tratar de um fato verídico. A Estrada, de Jack London, revela recordações do autor em sua época de "vagabundo", quando a única coisa que interessava era garantir a próxima refeição, não ser expulso de trens em viagens clandestinas e fugir dos "tiras" que poderiam "grampeá-lo"...[leia mais]

segunda-feira, janeiro 12

Berlim lembra 90 anos da morte de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht

Cravos vermelhos encobrem a lápide de Rosa Luxemburgo em Berlim

Anualmente, milhares de pessoas peregrinam para o cemitério Friedrichsfelde, em Berlim, onde estão enterradosos revolucionários socialistas Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, brutalmente assassinados há 90 anos.

Todos os anos, no segundo domingo de janeiro, milhares de pessoas visitam o Memorial dos Socialistas, nocemitério berlinense de Friedrichsfelde. Ali estão enterrados os políticos social-democratas Rosa Luxemburgo eKarl Liebknecht, cofundadores do Partido Comunista da Alemanha (KPD).

Neste domingo (11/01), milhares de pessoas voltaram a jogar cravos vermelhos nos túmulos dos dois socialistas,assassinados há 90 anos. À frente do cortejo estava o presidente do partido A Esquerda, Lother Bisky, comotambém o chefe da bancada parlamentar do partido, Gregor Gysi.

Egon Krenz, chefe de Estado da extinta Alemanha Oriental (RDA), também estava presente. Na época da RDA, atradicional peregrinação era um evento. A liderança do partido A Esquerda, no entanto, afirmou que a lembrançaanual da morte dos dois socialistas nada teria a ver com "nostalgia da RDA"

Análises do capitalismo "incrivelmente atuais"
Em 15 de janeiro de 1919, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram mortos brutalmente. Os assassinos foramsoldados voluntários de tendência de direita, engajados pelo então governo social-democrata, que lhes deracarta branca. Após o fim da Primeira Guerra Mundial, o medo de que uma guerra civil pudesse levar a Alemanha ase tornar uma república socialista nos moldes da Rússia comunista levou ao assassinato de Luxemburgo eLiebknecht, cujos enterros foram acompanhados por protestos em massa.

"Os mortos nos exortam", está escrito na coluna em pedra de quatro metros de altura, ponto central do Memorialdos Socialistas. Um mar de coroas e cravos vermelhos encobre o espaço circular onde estão as placas em memóriados socialistas mortos, entre eles Liebknecht e Luxemburgo.

Bisky e outros conhecidos políticos de esquerda reúnem-se anualmente diante dos revolucionários mortos. Apesarde realizadas há mais de 90 anos, as análises do capitalismo feitas por Luxemburgo e Liebknecht seriam"incrivelmente atuais", afirmou Bisky em alusão à crise financeira e suas consequências.

"Liberdade é sempre também a liberdade de quem discorda de nós"
Na época da RDA, a participação na cerimônia era um exercício obrigatório. Após aqueda do Muro de Berlim, em 1989, o evento continuou a acontecer, mas voluntariamente. Todos os anos, pordiferentes motivos, milhares de pessoas atendem ao chamado do partido A Esquerda e de outros partidos. "Rosa Luxemburgo foi uma mulher excepcional, que não deve ser esquecida. Acho bom o fato de muitas pessoas irem à ruapara lembrar-se dela", afirmou uma participante.

O presidente do partido A Esquerda se lembra, especialmente, da cerimônia realizada em 1988, quando ativistasde direitos civis da antiga RDA protestaram no evento em memória de Luxemburgo e Liebknecht. Na ocasião, o lema foi: "Liberdade é sempre também a liberdade de quem discorda de nós", uma famosa frase de Rosa Luxemburgo.

Flores aos revolucionários que não venceram
Duas décadas após a reunificação alemã, multidões ainda se reúnem em torno do Memorial dos Socialistas. "Acho que essa é a forma respeitável com a qual as pessoas de esquerda dizem: 'Nós lembramos nossos ícones,personalidades do movimento trabalhista. Mesmo que não nos exijam, mesmo que não sejamos obrigados. Honrar Karle Rosa é uma necessidade'", afirmou Bisky.

Pouco antes de ser assassinada, após a repressão da Revolução de Novembro de 1918, Luxemburgo escreveu que o regime dos seus opositores estava "construído sobre areia" e que a revolução iria reerguer-se, rapidamente - um erro, como demonstrou a história.

No entanto, também no século 21, as idéias de Luxemburgo e Liebknecht são compartilhadas por muitas pessoas,como provam os milhares de peregrinos que, ano após ano, jogam cravos vermelhos nos jazigos dos revolucionáriosque não venceram sua causa.

DW/Agências

terça-feira, janeiro 6

Curso "Os Trabalhadores na História Contemporânea dos EUA"

A Anpuh promove, a partir do dia 24 de Janeiro, o curso "Os Trabalhadores na História Contemporânea dos EUA". O curso será ministrado pelo professor William de Melo, da Universidade de Indiana, e acontecerá aos sábados, das 15h às 19h na Casa da Anpuh.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na Casa da Anpuh das 8h às 12h e das 14h às 18h.

segunda-feira, janeiro 5

Estão abertas as inscrições do XXV Simpósio Nacional de História

Abriram hoje as inscrições para apresentação de trabalhos nas categorias Pôsteres de Iniciação Científica e Simpósios Temáticos e para participação em Mini-cursos.

As inscrições acontecem no site do Simpósio.

Todas as informações em http://www.snh2009.anpuh.org/

Contra o massacre e a destruição da Universidade Islâmica de Gaza

Enquanto a carnificina causada pelo ataque israelense à Faixa de Gaza nos enche de horror, tristeza e indignação, um fato, em particular, nos obriga a nos manifestar: a destruição da Universidade Islâmica de Gaza. Assim como as universidades católicas e pontifícias em todo o mundo, a Universidade de Gaza é uma instituição dedicada ao ensino e à pesquisa acadêmica. Devido à negação ao acesso e compartimentação da vida nos territórios palestinos, a Universidade Islâmica tornou-se ainda mais importante para a população jovem de Gaza, impedida de cursar faculdades na Cisjordânia, em Israel ou no exterior, inclusive quando são aceitos como bolsistas.

A Universidade atende mais de 20.000 estudantes, 60% dos quais são mulheres. Formada por 10 faculdades, oferece cursos de graduação e pós-graduação em educação, religião, arte, comércio, direito, engenharias, ciências exatas, medicina e enfermagem. Usa-se o mesmo sofisma com o qual se ataca o povo de Gaza: os estudantes e os professores da Universidade seriam do Hamas, pretexto idêntico aquele utilizado pelos regimes fascistas para decretar a morte da cultura. O que querem é a morte da memória, da história e da identidade do povo palestino.

Os signatários desta carta condenam toda violência e lamentam cada morte, seja em Israel, seja nos Territórios Palestinos Ocupados ilegalmente por Israel. Mas não podemos aceitar calados que seja lançado literalmente aos escombros o direito à educação, à dignidade, à vida nessa pequena faixa de terra onde há décadas a população vive na mais absoluta negação. Ao atacar o direito à educação e à cultura em Gaza, coloca-se à prova a educação e a cultura mundiais.

SIGNATÁRIOS
Adelaide Gonçalves, Universidade Federal do Ceará
Afrânio Mendes Catani - USP
Alice Áurea Penteado Martha, UEM, Maringá/PR
Alphonse Nagib Sabbagh - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Anita Handfas, FE/UFRJ
Antonio Carlos de Azevedo Ritto, UERJ
Antonio Miguel, FE, Unicamp
Ana Lúcia Goulart de Faria, FE, Unicamp
Philomena Gebran, UFRJ
Arlene Clemesha, FFLCH, Universidade de São Paulo
Arlete Moyses Rodrigues, IFCH, Unicamp
Arlet Ramos Moreno, IFCH, Unicamp
Áurea M. Guimarães, F.E. - Unicamp.
Benedito Antunes, FCL-UNESP, Assis
Boaventura de Sousa Santos - Universidade de Coimbra
Cacilda Aparecida da Silva - PUC-SP
Caio N. de Toledo, IFCH, UNICAMP
Carlos Eduardo Martins, Universidade Federal Fluminense
Carlos Walter Porto-Gonçalves, UFF
Ceci Juruá, LPP - UERJ
Clarice Gatto - Friocruz - RJ
Claudia Gil Ryckebusch - PUC-SP
Cristina Ayoub Riche - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Suely Ferreira Lima - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Cristiane Nunes Duarte - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Cristina Paniago, FCS, Universidade Federal de Alagoas
Danilo Enrico Martuscelli, IFCH, Unicamp
Danilo Guiral, FAU-USP
Deise ManceboMário Maestri, Historiador, Programa de Pós-Graduação em História da UPF
Florence. Carboni, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Edmilson Carvalho, UCSAL
Eduardo Galeano, Escritor
Edwiges Rabello de Lima, prof. SEESP
Eleuterio F. S. Prado, FEA/USP
Elisabeth Sekulic, PPFH/UERJ
Emir Sader, LPP - UERJ e Universidade de São Paulo
Enio Serra - FE/UFRJ
Fernando Morais, Jornalista e Escritor
Flávio Wolf de Aguiar, FFLCH/USP.
Francisco Antonio de Castro Lacaz - UNIFESP/Escola Paulista de Medicina
Francisco de Oliveira, FFLCH - Universidade de São Paulo
Francisco Miraglia, IME -Universidade de São Paulo
Gaudencio Frigoto - UERJ
Gilberto Maringoni - Jornalista
Guillermo Almeyra - Universidade Autonoma de México
Guillermo Marcelo Almeyra Casares
Heloísa Fernandes, FFLCH - Universidade de São Paulo
Hugo V. Capelato, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
Ildeberto Muniz de Almeida - Faculdade de Medicina Botucatu - UNESP
Immanuel Wallerstein - Yale University
Ivana Jinkings, Editora
João Alexandre Peschanski, University of Wisconsin-Madison.
João Baptista M. Vargens - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Hani Hazime - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Ibrahim Georges Khalil - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Geni Harb - Universidade Federal do Rio de Janeiro
João Francisco Tidei Lima, Unesp/USC- Bauru
Joaquim Fontes
Jorge Marcelo Córdova Jarufe
José Arbex Jr - PUC-SP
José Claudinei Lombardi,, FE - Unicamp
José Oscar de Almeida Marques, IFCH, UNICAMP
Kjeld Jakobsen, FFLCH - USP
Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida - FCS, PUC-SP.
Luiz Carlos de Freitas, Professor Titular da Faculdade de Educação, Unicamp.
Mamede Jarouche, FFLCH - Universidade de São Paulo
Manuela Quintáns Alvarenga , UFRJ e CEDERJ
Marcelo Carcanholo, FE/UFF - Universidade do Rio de JaneiroMarcos Silva, Professor Titular da FFLCH/USP
Maria Teresa Toribio B.Lemos, PPGH - UERJ e Nucleas
Maria Victoria de Mesquita Benevides , socióloga USP
Marisa Brandão, CEFET/RJ
Marise Leite - CAp - UFRJ
Maurício Vieira Martins, ICHF/UFF
Michel Sleiman, FFLCH - Universidade de São Paulo
Miguel Attie Filho - FFLCH - Universidade de São Paulo
Milton Pinheiro - Universidade do Estado da Bahia
Miriam Abduche Kaiuca - UFRJ
Mirian Giannella - Socióloga DRT 1902
Mona Hawi , FFLCH- Universidade de São Paulo
Olgária Matos, FFLCH-USP
Osvaldo Coggiola, FFLCH - Universidade de São Paulo
Pablo Gentili, UERJ
Patrícia Vieira Trópia, Universidade Federal de Uberlândia
Paulo Benevides Soares , astrônomo USP
Paulo Cesar Azevedo Ribeiro, Relações Internacionais - UNESA
Paulo Nakatani, Professor UFES
Pedro Ganzeli, FE / Unicamp
Rafael Alonso, Professor CEFET-RJ
Ramon Casas Vilarino - Faculdade Sumaré.
Reinaldo A. Carcanholo - UFES
Roberto Leher - Universidade Federal FluminenseRodrigo Nobile, LPP - UERJ
Rosanne E. Dias, CAp - UFRJ/ Proped-UERJ
Rosemary Achcar - UNB
Safa Jubran, FFLCH - Universidade de São Paulo
Sergio Amadeu da Silveira - Faculdade Cásper Líbero.
Sérgio Gregório Baierle, CIDADE Centro de Assessoria e Estudos Urbanos
Siomara Borba, FE/UERJ
Sonia Mariza Martuscelli , Unitau
Soraya Smaili, Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina
Theotonio dos Santos, prof. Emérito UFF
Valter Pomar, Relações Internacionais - PT
Virgínia Fontes - Historiadora, UFF
Vittorio Cappelli, prof. Associato di Storia Contemporanea, Università della Calabria
Zilda Márcia Grícoli Iokoi, FFLCH - USP

Chamada de Trabalhos do VI Colóquio Internacional Marx e Engels

O Centro de Estudos Marxistas (Cemarx), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), iniciou a chamada de trabalhos para o VI Colóquio Internacional Marx e Engels. A inscrição de trabalhos estará aberta entre 2 de março e 15 de junho de 2009.

Baixe aqui as diretrizes para submissão de trabalhos.
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que deu o nome de ano, foi um indivíduo genial! Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente".

Carlos Drumond de Andrade